O Juventude, Gênero e Espaço Público é um projeto do Instituto Sou da Paz que tem como objetivo contribuir para que espaços públicos de esporte, cultura e lazer na periferia de São Paulo sejam ocupados de maneira mais igualitária por homens e mulheres. O projeto acontece nos distritos do Grajaú e da Brasilândia.
O Instituto Sou da Paz decidiu trabalhar a questão do gênero a partir do que foi observado em outro projeto – o Pólos da Paz. (leva para blog Jovens em Ação) que revitalizou, em parceria com a comunidade, duas praças públicas - uma no Alto do Riveira, Jardim Ângela e outra no Parque Regina, Campo Limpo, na zona sul da cidade.
Ao longo do Pólos da Paz, o envolvimento das mulheres jovens com o projeto foi diminuindo, o que levou o Sou da Paz a buscar entender as razões que limitam a freqüência dessas mulheres aos espaços públicos de lazer. Assim, a primeira fase do Juventude, Gênero e Espaço Público, que aconteceu em 2007, realizou um diagnóstico com as jovens moradoras da região das praças revitalizadas pelo Pólos da Paz.
Entre os resultados que a pesquisa apontou estão o preconceito da própria comunidade em relação às mulheres que freqüentam espaços públicos de lazer; as relações entre as pessoas nestes locais que são mediadas pela força e as responsabilidades domésticas e com o cuidado da família, tradicionalmente delegados às meninas pelos pais, que reduzem o tempo dedicado a atividades de lazer.
Após o diagnóstico, o projeto realizou uma série de oficinas com as jovens dos distritos estudados. Os objetivos dessas oficinas foram divulgar os resultados da pesquisa, promover a reflexão e expressão sobre as questões de gênero por meio de atividades artísticas e promover a participação comunitária através da organização de um evento cultural.
Agora, em sua segunda fase, o Juventude, Gênero e Espaço Público vai atuar em duas frentes: na primeira, vai formar profissionais do poder público e de organizações não governamentais que trabalham nos espaços de esporte e cultura freqüentados por jovens, para que façam a mediação do uso a partir da perspectiva de gênero, reduzindo “a lei do mais forte”. Depois, vai desenvolver, junto com estes profissionais, atividades de estímulo ao acesso das mulheres jovens a estes espaços