Conheça o Tratado do Povo

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Em 2006, 153 governos decidiram nas Nações Unidas desenvolver um Tratado para regulamentar o Comércio de Armas no mundo. Desde então, continuamos pressionando os governos do mundo para assegurar um Tratado efetivo. 

 

O problema da proliferação de armas é evidente e podemos verificar todos os dias o poder de fogo de traficantes no Brasil, da guerrilha na Colômbia ou dos exércitos que provocam mortes em massa nas guerras civis da África. Mesmo ocorrendo em locais tão díspares, estes acontecimentos compartilham uma origem comum: a falta de controle do mercado global de armas, que não dispõe de regras mínimas que controlem as transferências bélicas entre os países.

 

Por isso, organizações do mundo que fazem parte da Campanha Control Arms, desenharam o Tratado do Povo que apresenta os pontos fundamentais que um Tratado de Controle de Armas deveria contemplar para ser forte e eficaz.

 

O TRATADO DO POVO

 

Um tratado precisa:

1. Evitar que as armas continuam chegando às mãos daqueles que cometem crimes de guerra, graves violações dos direitos humanos, ataques terroristas, ou que impedem os esforços para erradicar a violência armada e da pobreza.

2. Ser abrangente: controlar todas as armas convencionais, munições e suas partes, além dos responsáveis por sua exportação e importação.

3. Acabar com a ausência de transparência e corrupção em torno do comércio mundial de armas.

4. Ser cumprido e sua implementação monitorada, garantindo que os governos sejam responsabilizados.

 

Para exigir que os governos do mundo negociem um Tratado contendo os pontos acima até 2012, assine o TRATADO DO POVO enviando um e-mail para controlarms@soudapaz.org com seu nome completo e o assunto “EU APOIO O TRATADO”.

 

Agora é a hora de toda a população agir em prol de um Tratado efetivo para o controle das armas de fogo no Brasil e no mundo!

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Todos os anos, ativistas ao redor do mundo usam a Semana Global de Ação pelo Controle de armas para fazer campanha pelo controle mais efetivo das armas de fogo e por um Tratado para o Controle do Comércio de Armas.
 
No ano passado, membros da Iansa em mais de 90 países destacaram os custos humanos da proliferação das armas de fogo e dos desvios destes artefatos. Também exigiram que seus governos adotassem políticas de segurança que colocassem a população em primeiro lugar.
 
Em 2010, do dia 10 até o dia 15 de maio acontecem em todo mundo ações pela a Semana Global de Ação pelo Controle de Armas. No Brasil, o Instituto Sou da Paz recolherá assinaturas para o Tratado do Povo. Além das assinaturas teremos pessoas segurando placas com letras formando a frase “Controle de Armas” em lugares estratégicos na cidade de São Paulo.
 
As atividades acontecerão em 2 cartões postais da cidade: dia 14 de maio às 18h na Avenida Paulista e dia 15 de maio às 9:30 no Parque do Ibirapuera.
 
Para participar é simples, envie um e-mail para erica@soudapaz.org e confirme sua presença!

Mirando as armas e combatendo a pobreza

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A Oxfam International, em parceria com Instituto Sou da Paz e Viva Rio, está lançando um concurso para estimular a produção de documentários sobre o impacto das armas em países com situação de pobreza. As melhores propostas terão a produção custeada e os documentários serão exibidos em Nova Iorque.
 
Todos os anos, mais de 500 mil pessoas morrem vítimas de armas de fogo no mundo. Muitas outras são feridas ou ficam com seqüelas permanentes. A violência armada também afeta diretamente o desenvolvimento dos países – em especial países pobres - que sofrem com limitações ao seu crescimento econômico e social. Por outro lado, governos continuam investindo grandes montantes de dinheiro na compra de novas armas - que frequentemente acabam nas mãos dos criminosos - ao invés de investir em áreas importantes como educação e saúde.
 
Não há, atualmente, nenhuma lei que regule o mercado internacional de armas e munições. A ausência de um Tratado que estabeleça regras válidas para todos os países permite que as armas e munições acabem em mãos erradas –que usam estas armas para matar, espalhar insegurança e conflito, violar os direitos humanos e destruir a esperança e a oportunidade de superar a pobreza.
 
Para estimular a discussão sobre este assunto tão crítico nos países em desenvolvimento, está sendo lançado o concurso Mirando as armas e combatendo a pobreza. O concurso é aberto para todos os países, mas o foco é o Brasil, a África do Sul e a Índia. Todos podem participar: basta inscrever uma proposta de argumento para um documentário de 5 a 15 minutos sobre este tema.
 
O argumento deve ser encaminhado para o email: shootingpoverty@drop.io até 01 de junho de 2010. As três melhores propostas serão selecionadas por um júri internacional e receberão todos os recursos para a produção, incluindo uma semana inteira de gravação com equipamento profissional e produtor exclusivo.
 
Os documentários serão apresentados por seus diretores na sede da ONU em Nova Iorque. O diretor do filme mais votado pelo público por meio do site Shotting Poverty ganhará uma câmera Sony EX1R.
 

Mais informações, orientações para escrever seu argumento, exemplos e dicas de um famoso diretor vencedor do Oscar, além dos prazos e do regulamento do concurso estão no site Shotting Poverty. Participe e divulgue!