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De 14 de dezembro de 2011 a julho de 2012, o Control Arms irá produzir materiais como folhetos, informativos, guias práticos para compartilhar com vocês. A partir de janeiro de 2012, a página da campanha será traduzida para o francês, espanhol e árabe.

Para entender melhor o histórico da construção do Tratado de Controle de Comércio de Armas, acesse o site em português.

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Formas de participar e defender o Tratado de Controle de Comércio de Armas:

1. Usar a logomarca da campanha em seu avatar nas redes sociais. Download:

2. Tweetar mensagens de apoio com #ArmsTreaty no seu perfil.

3. Curtir e compartilhar o evento na página do Sou da Paz no Fabebook.

4. Postar sua declaração, vídeo ou foto com #ArmsTreaty no site Oficial da Campanha: http://speakout.controlarms.org/speakout/. Neste site, você poderá conhecer iniciativas de pessoas do mundo inteiro.

5. Baixar e imprimir os adesivos da Campanha Fala Aí: Controle de Armas Já! que estão no site do Sou da Paz. Você pode tirar fotos suas ou de seus amigos com o adesivo e postar na galeria de fotos no site da campanha http://speakout.controlarms.org/speakout/ ou enviar para info@controlarms.org.

 

 

A campanha Fala Aí: Controle de Armas Já

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Você sabia que o Comércio de Armas pelo mundo está fora de controle?

Os países e empresas que fabricam armas, munições e equipamentos bélicos comercializam armas e munições sem regulamentação ou controle global. Diferentemente do que fazem com outros produtos como alimentos, por exemplo. A consequência disso é muito grave, afeta milhares de vidas e causa centenas de mortes todos os dias no planeta.

Você já deve ter ouvido uma notícia de que algum país deixou de comprar algum produto de outro porque trazia riscos à sua população. Por quê com um produto letal é vendido livremente?

Regular o comércio internacional é importante para garantir minimamente os direitos da população e reduzir danos às suas vidas.

A campanha Control Arms tem lutado desde 2003 para salvar vidas de milhares de pessoas e tem cobrado de seus governos maior responsabilidade, transparência e controle deste comércio.

Em julho de 2012, governos de todo o mundo vão negociar o Tratado de Controle de Comércio de Armas (ATT – Arms Trade Treaty). O Brasil estará lá e, por isso convidamos você a fazer parte desta discussão, compartilhá-la com seus amigos e a se manifestar.

Entre os dias 14 e 21 de dezembro, pessoas do mundo inteiro vão postar suas ações em defesa do ATT no site http://speakout.controlarms.org/speakout/

 

O que queremos com o Tratado de Controle de Comércio de Armas?

Para a campanha Control Arms, o ATT deve contemplar as seguintes questões:

• Evitar que aconteça a venda de armas e munições quando há risco significativo de que elas sejam usadas em violações graves do direito humanitário internacional, da lei internacional dos direitos humanos, e aumentem a violência armada ou prejudiquem o desenvolvimento socioeconômico.

• Permitir a responsabilização de governos nos casos de descumprimento do direito internacional e da Carta das Nações Unidas.

• Incluir todas as armas e munições, todas as transferências e transações.

• Ser praticávele e incluir parâmetros para sua plena implementação, acompanhamento, cooperação internacional, cumprimento e responsabilização.

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Entre os dias 11 e 15 de julho, ocorre na sede das Nações Unidas em Nova York, a última sessão da “PrepCom” – conferência preparatória sobre o Tratado de Controle do Comércio de Armas (ou Arms Trade Treaty, ATT). Após frutíferas discussões entre os 192 Estados-membros da ONU nas duas sessões anteriores, a reunião será a última oportunidade em plenário para que os países defendam suas prioridades substantivas antes da conferência de negociação, em julho de 2012.  
Em discussão na ONU desde 2006, o “ATT” criaria regras para a transferência internacional de todas as armas convencionais, desde pistolas e munições até caças, passando por mísseis e tanques. Incrivelmente, inexiste hoje regulamentação global para o comércio internacional de armas – mas não, por exemplo, para produtos agrícolas.
 
Nesta PrepCom – considerada fase de “pré-negociação” – o foco será na implementação do Tratado, ou seja, como os países devem por em prática o texto final quando negociado e ratificado. As PrepCom anteriores, em julho de 2010 e março deste ano – que também contaram com a presença do Sou da Paz – debateram os princípios e objetivos do ATT, os tipos de armas e munições que serão regulados e os critérios que serão usados para decidir, caso-a-caso, autorizar (ou não) uma determinada exportação.
Daniel Mack, coordenador de políticas da área de controle de armas, explica que a presença do Sou da Paz durante o processo inteiro tem sido norteada por urgir que “o governo brasileiro se posicione fortemente a favor de um tratado que torne ilegal, à luz do direito internacional, transferências irresponsáveis de armas e munições – ou seja, aquelas que ignoram riscos substanciais de que serão usadas em violações de direitos humanos ou conflitos, afetarão a segurança nacional ou regional, ou sejam desviadas para criminosos”. De acordo com Mack, “o Brasil tem-se mostrado favorável ao ATT, mas ainda não demonstrou a liderança esperada dado o nosso sério problema de violência armada, por vezes parecendo dar maior valor a aspectos comerciais e militares do que de segurança humana”. 
 
Coordenador no Brasil – e membro atuante do comitê executivo global – da campanha Control Arms (que defende um ATT “à prova de balas para proteger vidas”; visite o site aqui), o Sou da Paz participa nas próximas semanas de ações internacionais de mobilização, chamando a atenção ao Tratado e seus objetivos.