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Na última sexta-feira, dia 30 de Novembro, os Estados membros das Nações Unidas, após anos de debates, aprovaram uma resolução e em reuniões que acontecerão durante 2010 e 2011 deverão elaborar o texto do Tratado e culminar numa Conferência de Negociação em 2012.

Em votação no Primeiro Comitê da Assembléia Geral da ONU na sexta-feira, uma ampla maioria dos governos -153 no total incluindo o Brasil – mostraram seu apoio por uma série de reuniões durante 2010 e 2011 que deverão trabalhar a negociação do texto do Tratado e culminar numa Conferência de Revisão em 2012. A maioria dos principiais vendedores de armas do mundo – entre eles os Estados Unidos, o Reino Unido, França e Alemanha – apoiou o processo proposto na ONU. Dezenove Estados se abstiveram da votação, mas espera-se que todos participem do processo de negociação.  Zimbábue foi o único Estado que votou contra.

A campanha internacional Control Arms, coordenada no Brasil pelo Instituto Sou da Paz e representada por centenas de ONGs no mundo que promovem o Tratado, tem aplaudido com satisfação o avanço histórico que foi dado com a aprovação desta resolução. Assim, sendo todos os Estados que negociam o Tratado precisam manter o momento para garantir que a proposta final estabeleça normas, as mais elevadas possíveis, para o comércio internacional de armas. “É fundamental que o mundo continue exercendo pressão sobre os governos para construir um Tratado forte que obrigue os países a regular as transferências internacionais de armas seguindo os princípios da Lei Internacional de Direitos Humanos e Lei Internacional Humanitária, o que reduzirá significativamente o custo humano da proliferação das armas convencionais”, aponta Heather Sutton, coordenadora de mobilização da área de controle de armas no Instituto Sou da Paz.

Para mais informações sobre o que a campanha Control Arms quer ver num Tratado baixe aqui a Cartilha sobre os Princípios Globais para o Tratado de Controle de Armas em espanhol e inglês.