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No dia 30 de agosto de 2003, aconteceu em Diadema o lançamento do Relatório de Cidadania III. O Relatório foi produzido em 2002 por jovens do projeto Observatório de Direitos Humanos, que aconteceu em diversas cidades do Brasil e, em São Paulo, foi coordenado pelo Instituto Sou da Paz.

 

Uma das turmas do projeto em São Paulo era composta por jovens de Diadema, que pesquisaram o direito ao trabalho e à renda em sua comunidade. Os problemas levantados pelo grupo, bem como as boas iniciativas nesta área estão descritos no Relatório.
O lançamento do Relatório aconteceu na sede do Centro Cultural Canhema.

Direitos humanos, uma linguagem social

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Evelise Santana Santos tem 20 anos, mora no Jardim Horizonte Azul e é aluna do Cenafoco.Cristina Pereira de Souza, de 19 anos, mora em Diadema e participou do Observatório de Direitos Humanos.  Felipe Tadeu de Lira Ferreira, de 19 anos, mora no Jardim Ângela e é aluno do Cenafoco. Sergio Martins da Cruz tem 20 anos e participou do Observatório de Direitos Humanos- turma de Sapopemba. Estes quatro jovens entrevistaram Oscar Vilhena Vieira, professor de direitos humanos na PUC/SP e diretor-executivo da ONG Conectas.

Sergio - Qual o conceito que o senhor poderia dar sobre Direitos Humanos?
Oscar- Eu penso os Direitos Humanos como uma forma pela qual as pessoas passam a reconhecer as outras enquanto merecedoras do mesmo respeito e consideração que elas exigem para si. Aquilo que eu acho que é importante pra mim para que eu tenha uma vida digna, eu estou disposto a conceder pro outro. Direitos Humanos sempre tem uma relação entre direitos e deveres.

Para ler esta entrevista na íntegra, clique aqui!!

Observadores lançam LUPA e Relatório de Cidadania III

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Com elogios ao trabalho dos jovens do Observatório de Direitos Humanos, foram lançados em fevereiro de 2003 o jornal LUPA e o Relatório de Cidadania III. O evento aconteceu na Ação Educativa, em São Paulo, e contou com representantes do poder público e das associações comunitárias parceiras do projeto, além dos 30 observadores – jovens moradores do Jardim Ângela, Jardim Monte Azul, Brasilândia, Sapopemba, Jardim Rosana e do município de Diadema.

 

Durante sete meses, os jovens pesquisaram violações de direitos humanos em suas comunidades e fizeram um diagnóstico das experiências positivas para reverter os problemas. Além do grupo de São Paulo, coordenado pelo Instituto Sou da Paz, foram montadas turmas de observadores em Belém, Salvador, Recife, interior de Pernambuco, Vitória e Rio de Janeiro. O trabalho de todos estes jovens originou o LUPA e o relatório.

 

Alexandre Youssef, coordenador de juventude da prefeitura de São Paulo, afirmou que o diferencial deste projeto é que o jovem assume o papel de protagonista das mudanças. “Experiências como esta precisam ser valorizadas, ser encaminhadas às sub-prefeituras, aos assessores de juventude da cidade”, completou. Carlos Kopcak, secretário de educação, cultura, esporte e lazer de Diadema, incentivou o trabalho realizado: “o jovem é quem tem condição de mudar os cenários. E para isso, precisa não só verificar os fatos, mas entender os contextos e motivos. Com isso, está pronto para mudar a realidade”, afirmou.

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Em setembro de 2002, foram lançadas as segundas edições do jornal LUPA e do Relatório da Cidadania, materiais produzidos pelos jovens participantes do projeto Observatório de Direitos Humanos na cidade de São Paulo.

 

Entre novembro de 2001 e maio de 2002, este grupo se debruçou sobre a relação entre escolas, violência e acesso a cultura e ao lazer. A partir de observações, entrevistas e pesquisas nas comunidades, elaboraram o Relatório Os Jovens, a Escola e os Direitos Humanos que compila estas informações, traz análises de especialistas no assunto e ainda propostas de ação.

 

Esta edição do LUPA seguiu a proposta de ser um jornal comunitário com informações e dicas para a comunidade.

Observadores pelo país

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E em 2002, o Observatório de Direitos Humanos passou a acontecer em outras nove cidades do Brasil, sob a coordenação de organizações locais. O Instituto Sou da Paz continuou coordenando as turmas de São Paulo.

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