quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
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O Sou da Paz, juntamente com as comunidades locais da Brasilândia, Lajeado e Jardim Ângela, organizou as comemorações que marcaram um ano da inauguração das praças revitalizadas pelo projeto Praças da Paz SulAmérica. O último sábado, 05 de dezembro, foi o dia escolhido para festejar esta conquista.
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Nas três praças, no período da manhã, foram oferecidos serviços de saúde e cidadania à comunidade, como exames gerais de glicemia e colesterol, orientações para o mercado de trabalho, emissão de carteiras de trabalho, assessoria jurídica e corte de cabelo. No começo da tarde foram realizadas atividades de recreação infantil, esportes, oficina de cultura urbana, de samba rock, entre outras. Na Brasilândia, a ONG Primeiro Chute promoveu as finais do campeonato sub-12 entre os times das crianças do bairro. O Lajeado contou com uma oficina especial de mosaico e o pessoal do Jd. Ângela promoveu o pré-lançamento do número 4 do Jornal CPI – Comunidade Periférica Informada - desenvolvido pelos moradores do bairro. Ao final da tarde a agitação ficou por conta das atrações musicais e dos shows de bandas locais.
“Os eventos comemoraram não só a reforma das praças, mas também o desenvolvimento de uma série de atividades comunitárias durante todo o ano. A gestão destes espaços públicos está sendo realizada com os próprios moradores e isso é essencial para tornar os espaços mais ocupados e seguros," conta Ricardo Mello, coordenador do projeto.
Confira as fotos dos eventos aqui
FLICKR do Sou da Paz.
Grande festa no Espaço Criança Esperança
No último sábado, dia 05 de dezembro, das 09 às 13h, a comunidade da Brasilândia, em especial as famílias que vivem no entorno do Espaço Criança Esperança – CEE Oswaldo Brandão, comemoraram o fim das atividades de 2009 com muita música, danças, capoeira, vôlei adaptado para a 3ª idade, jogos e teatro.
Um dos destaques do evento foi a exposição Desviolência, que teve o apoio da Pinacoteca do Estado de São Paulo e apresentou uma série de graffitis feitos pelos educandos do ECE, como a obra Pedofilia, feita em spray sobre tela e o graffiti Favela chora, que aborda a questão da violência, dos preconceitos e das diferenças sociais. Havia também, painéis feitos em aquarela sobre madeira, colagens, estêncil. “A exposição é o resultado do trabalho que desenvolvemos em parceria com a Pinacoteca ao longo de todo o ano. Os educandos tiveram oficinas no museu, aprenderam novas técnicas, tomaram contato com diversas formas de manifestação artística. Isso é fundamental para dar aos jovens mais elementos que podem ser incorporados às suas produções”, explica Luiz Cicaroni, coordenador do núcleo de juventude do Espaço Criança Esperança São Paulo.
Outra atração que chamou atenção dos participantes foi a exibição do documentário Coletividade, a força do fazer, produzido pelos educandos nas oficinas audiovisuais. O filme retrata a realidade dos jovens da Brasilândia que trabalham com inúmeras formas de produção cultural.