
O projeto Ação na Linha, parceria entre o Instituto Sou da Paz, Fundação Telefônica e Instituto Papel Solidário, é um exemplo de uma experiência bem sucedida do investimento privado em segurança pública. O projeto, que já tem quase três anos e hoje está em Itaquequecetuba e Suzano, grande São Paulo, tem como objetivo prevenir a violência, e em especial o furto de cabos nestes municípios. Agora, o projeto acaba de ser selecionado semifinalista do Primeiro Concurso Buenas Prácticas en Prevención del Delito en América Latina y El Caribe, realizado pela Universidade do Chile, em conjunto com o Banco Interamericano de Desarrollo (BID) e o Open Society Institute (OSI). “É sem dúvida um importante reconhecimento internacional e estamos muito felizes com a notícia”, afirma Melina Risso, diretora do Instituto Sou da Paz.
O Concurso vai selecionar boas ações realizadas nas regiões da América Latina e Caribe com a finalidade de prevenir a violência. “Essa semana recebemos a visita de uma avaliadora do projeto e depois vamos aguardar o resultado. De qualquer modo, já é um grande privilégio estar entre as ações semifinalistas e isso indica que o Ação na Linha vem tendo seus importantes resultados reconhecidos”, completa Melina.
Rede Técnica segue para Suzano
A Rede Técnica – uma das atividades do Ação na Linha – reúne periodicamente um grupo formado por policiais, representantes da Telefônica, do poder público local, do Instituto Sou da Paz, do Conseg e do Instituto Papel Solidário para discutir e colocar em prática ações conjuntas de prevenção do furto de cabos e conscientização sobre o problema. A Rede é bastante ativa em Itaquequecetuba – primeiro município a receber o Ação na Linha – e os atores de Suzano envolvidos no projeto demonstraram interesse na iniciativa. “Suzano também apresenta um grande índice de furto de cabos que impacta diretamente a vida da população. A idéia de colaboração entre os atores das duas cidades só agregará valor e efetividade nas ações”, explica Melina.