Mirando as armas e combatendo a pobreza

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A Oxfam International, em parceria com Instituto Sou da Paz e Viva Rio, está lançando um concurso para estimular a produção de documentários sobre o impacto das armas em países com situação de pobreza. As melhores propostas terão a produção custeada e os documentários serão exibidos em Nova Iorque.
 
Todos os anos, mais de 500 mil pessoas morrem vítimas de armas de fogo no mundo. Muitas outras são feridas ou ficam com seqüelas permanentes. A violência armada também afeta diretamente o desenvolvimento dos países – em especial países pobres - que sofrem com limitações ao seu crescimento econômico e social. Por outro lado, governos continuam investindo grandes montantes de dinheiro na compra de novas armas - que frequentemente acabam nas mãos dos criminosos - ao invés de investir em áreas importantes como educação e saúde.
 
Não há, atualmente, nenhuma lei que regule o mercado internacional de armas e munições. A ausência de um Tratado que estabeleça regras válidas para todos os países permite que as armas e munições acabem em mãos erradas –que usam estas armas para matar, espalhar insegurança e conflito, violar os direitos humanos e destruir a esperança e a oportunidade de superar a pobreza.
 
Para estimular a discussão sobre este assunto tão crítico nos países em desenvolvimento, está sendo lançado o concurso Mirando as armas e combatendo a pobreza. O concurso é aberto para todos os países, mas o foco é o Brasil, a África do Sul e a Índia. Todos podem participar: basta inscrever uma proposta de argumento para um documentário de 5 a 15 minutos sobre este tema.
 
O argumento deve ser encaminhado para o email: shootingpoverty@drop.io até 01 de junho de 2010. As três melhores propostas serão selecionadas por um júri internacional e receberão todos os recursos para a produção, incluindo uma semana inteira de gravação com equipamento profissional e produtor exclusivo.
 
Os documentários serão apresentados por seus diretores na sede da ONU em Nova Iorque. O diretor do filme mais votado pelo público por meio do site Shotting Poverty ganhará uma câmera Sony EX1R.
 

Mais informações, orientações para escrever seu argumento, exemplos e dicas de um famoso diretor vencedor do Oscar, além dos prazos e do regulamento do concurso estão no site Shotting Poverty. Participe e divulgue!

O Instituto Sou da Paz apoia a Campanha Arms Down!

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O Instituto Sou da Paz está apoiando a Campanha Arms Down!,  iniciativa da organização Religions For Peace (Religiões pela Paz), que foi lançada em novembro de 2009 e pretende recolher 50 milhões de assinaturas ao redor do mundo e entregá-las ao Secretário Geral da ONU. A campanha tem três objetivos, abolição das armas nucleares, o fim da proliferação e mal uso de armas convencionais e o redirecionamento de 10% das despesas militares dos países do mundo a fim de alcançar os objetivos de Desenvolvimento do Milênio

 

Religions for Peace é a maior coalisão inter-religiosa do mundo, que promove ações coletivas pela paz por meio da mobilização de comunidades religiosas e milhares de indivíduos no mundo inteiro.

 

O Sou da Paz ajudará na campanha divulgando a iniciativa e mobilizando  voluntários para coleta de assinaturas em diversos lugares da cidade de São Paulo. Para Heather Sutton, coordenadora de mobilização da área de Controle de Armas do Instituto Sou da Paz, “o apoio à campanha representa a união de esforços para o maior controle da armas no Brasil e no mundo e assim salvar mais vidas”. 

 

Para participar da campanha é muito simples, clique aqui e assine!

 

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Na última sexta-feira, dia 30 de Novembro, os Estados membros das Nações Unidas, após anos de debates, aprovaram uma resolução e em reuniões que acontecerão durante 2010 e 2011 deverão elaborar o texto do Tratado e culminar numa Conferência de Negociação em 2012.

Em votação no Primeiro Comitê da Assembléia Geral da ONU na sexta-feira, uma ampla maioria dos governos -153 no total incluindo o Brasil – mostraram seu apoio por uma série de reuniões durante 2010 e 2011 que deverão trabalhar a negociação do texto do Tratado e culminar numa Conferência de Revisão em 2012. A maioria dos principiais vendedores de armas do mundo – entre eles os Estados Unidos, o Reino Unido, França e Alemanha – apoiou o processo proposto na ONU. Dezenove Estados se abstiveram da votação, mas espera-se que todos participem do processo de negociação.  Zimbábue foi o único Estado que votou contra.

A campanha internacional Control Arms, coordenada no Brasil pelo Instituto Sou da Paz e representada por centenas de ONGs no mundo que promovem o Tratado, tem aplaudido com satisfação o avanço histórico que foi dado com a aprovação desta resolução. Assim, sendo todos os Estados que negociam o Tratado precisam manter o momento para garantir que a proposta final estabeleça normas, as mais elevadas possíveis, para o comércio internacional de armas. “É fundamental que o mundo continue exercendo pressão sobre os governos para construir um Tratado forte que obrigue os países a regular as transferências internacionais de armas seguindo os princípios da Lei Internacional de Direitos Humanos e Lei Internacional Humanitária, o que reduzirá significativamente o custo humano da proliferação das armas convencionais”, aponta Heather Sutton, coordenadora de mobilização da área de controle de armas no Instituto Sou da Paz.

Para mais informações sobre o que a campanha Control Arms quer ver num Tratado baixe aqui a Cartilha sobre os Princípios Globais para o Tratado de Controle de Armas em espanhol e inglês.