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O Instituto Sou da Paz está buscando recursos para apoiar oito projetos culturais e esportivos elaborados por jovens homens e mulheres que participaram, entre abril e julho deste ano, das oficinas Mulheres na Cena e Trampolim de Ideias promovidas pelo Projeto Juventude, Gênero e Espaço Público. 

Para aumentar o potencial de arrecadação, o Sou da Paz inscreveu os projetos no site de financiamento coletivo ComeçAki. Para apoiar integralmente os oito projetos selecionados, o Sou da Paz precisa arrecadar R$ 10 mil. Para fazer sua doação, basta acessar o site, aqui.
 
Sua doação ajudará a implementar os seguintes projetos:
Cine Itinerante – Sessões de filmes em espaços públicos na zona norte sobre direitos das mulheres.
Nós na Fita – Documentário contará a história de moradoras da zona norte.
Vila Som – Grupos de rap e funk da zona norte vão compor músicas pela cultura de paz e contra o machismo.
II Encontro Feminino Ayê – Encontro de mulheres capoeiristas da capital e Grande São Paulo.
Garagem S.A – Criação de espaço cultural gerenciado pelos jovens da zona norte.
Chá das duas – Ponto de encontro de mulheres jovens e adultas da zona leste para debater sobre seus direitos.
Colcha de retalhos – Teatro e dança sobre os jovens na periferia e os dilemas de ser mulher e homem. As apresentações serão na zona sul.
Seu corpo, seu mundo – Exposição itinerante sobre feminismo em três estações de trem da CPTM
 

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Na manhã do dia 20 de agosto, representantes de 8 grupos juvenis das regiões do Jaçanã e do Grajaú, que participaram do curso Trampolim de Ideias e Mulheres na Cena, se encontraram na sede do Instituto Sou da Paz para saber como prestar contas dos recursos conquistados através do Edital Juventude, Gênero e Espaço Público.
 
No encontro, Mariana Proença responsável pela área financeira do Instituto Sou da Paz passou aos grupos noções básicas de prestação de contas, organização de orçamento, aquisição de itens orçados, quais tipos de comprovantes fiscais são aceitos, e os projetos selecionados puderam compartilhar informações, se conhecerem e trocar experiências.
 
 
Saiba mais sobre cada projeto selecionado aqui.

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No dia 02 de Julho o curso Trampolim de Ideias trouxe os músicos Marcio Teixeira, o Macarrão, e Marcelo Rocha, o Dj Bola, que fazem parte do coletivo A Banca – Audácia Jovem Com Ação, que realiza ações educativas e culturais a partir do universo do hip hop. Eles foram conversar com o grupo de jovens que participa das formações do Instituto Sou da Paz, para discutir a gestão de projetos sociais por grupos juvenis da periferia. Foi uma manhã de bate-papo descontraído, na qual os garotos e garotas tiveram a chance de conhecer a rica experiência de vida desses dois jovens, colhendo algumas boas ideias para tocarem suas próprias iniciativas.
 
Nascido e criados no Jardim Ângela, no extremo sul de São Paulo, Macarrão, Bola e seus parceiros encontraram no hip hop um modo de combinar arte com a transformação social. A partir pelo interesse pela música, passaram a realizar uma série de atividades e eventos direcionados principalmente aos jovens da sua área. À medida que a coisa foi ganhando corpo, eles se viram diante da necessidade de buscar recursos para manter seu trabalho comunitário, que era dividido com outros empregos. Foram à luta. Agora, anos depois, são um exemplo bem-sucedido de como jovens podem se organizar e se manter a partir de sua paixão. Com vários financiamentos e parcerias hoje os dois vivem apenas das oficinas, produção de CDs e outras empreitadas, todas elas ligadas ao hip-hop.

“É importante dar a cara. Você vai num evento, ninguém espera ver alguém da periferia ali. Então levanta a mão e se apresenta, depois que a coisa acaba várias pessoas querem saber quem é você e o que você faz.” “É importante cultivar parceiros”, contou Bola. Macarrão completa: “Tem que escrever, aproveitar os editais e todas oportunidades que surgem. Você pode não ganhar todas mas acaba conseguindo algo. Hoje a gente faz o que a gente gosta.”

Conheça mais sobre o projeto A Banca: http://abancaaudaciajovemcomacao.blogspot.com/

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O curso Mulheres na Cena está chegando ao fim e agora as jovens vão colocar em prática suas ideias. Por isso, no último sábado, as jovens participaram de um curso de elaboração de projetos e tiveram contato com o Edital de apoio a iniciativas culturais e esportivas do Instituto Sou da Paz, que vai apoiar financeiramente com até R$ 2.000,00 essas mulheres e seus grupos.

Com este apoio pretendemos incentivar que mais mulheres liderem iniciativas e ocupem espaços públicos, haja visto que costatamos que há uma enorme desigualdade nessa participação entre homens e mulheres (para saber mais leia esta publicação). 

Acompanhe o blog! Em breve contaremos um pouco mais sobre cada iniciativa apoiada.

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No último domingo, dia 03 de julho, três jovens do curso "Mulheres na Cena" - Shirley, Célia e Joelma - foram ao teatro e levaram seus amigos, amigas e familiares. As jovens assistiram à peça "Carne: patriarcado e capitalismo" da cia Kiwi de teatro que tem como uma das atrizes Mônica Rodrigues, educadora do curso "Mulheres na Cena".

Antes de entrar na peça Joelma fez uma intervenção. Ela apresentou uma poesia de sua autoria que foi criada a partir de um exercício de criação de personagens que as jovens fizeram no curso. Leia a poesia abaixo:

Acendam as luzes da esperança,
Há mulheres na dança.
Levantem e rasquem as cortinas da hipocrisia,
Há mulheres em cantoria.
Esbanjem os figurinos de puta,
Há mulheres na luta.
Reforcem os palcos da independência,
Há mulheres em resistência.
Uma salva de palmas platéia serena,
Há mulheres na cena.

Maitê e Cláudia, outras duas jovens do curso, chegaram atrasadas e não conseguiram assistir à peça, pois as portas já haviam sido fechadas. Elas prometeram voltar outro dia, aproveitando que a peça estará em exibição.

Vai ver também!
A peça Carne estará em cartaz entre os meses de julho e agosto no teatro Coletivo aos sábados e domingos às 21h e às 20h, respectivamente. Imperdível! Para mais informações, acesse o site da cia Kiwi: http://www.kiwiciadeteatro.com.br/ Cabe ressaltar que a peça disponibiliza ingressos para organizações não-governamentais, escolas e movimentos sociais.