sexta-feira, 7 de maio de 2010
Sensibilizar gestores públicos e de ONGs de Itaquaquecetuba e Suzano sobre os impactos negativos dos furtos de cabos. Esse é o objetivo do ciclo de oficinas que o projeto Ação na Linha – parceria entre o Instituto Sou da Paz, Fundação Telefônica e Instituto Papel Solidário – está promovendo nas cidades.
“Primeiro, fizemos uma formação com os coordenadores pedagógicos das escolas municipais de Itaquaquecetuba. A partir dessa formação, duas escolas se interessaram em trabalhar o tema do furto de cabos com seus alunos mais diretamente”, conta Lara Nacht, coordenadora do projeto. “Na EMEF Maria Cristina cerca de 700 alunos foram sensibilizados, num esforço da escola de levar para todas as salas de aula o tema, estimulando os professores a promover debates com os estudantes”, conta Lara.
Já a equipe da EMEF Joaquim Perpétuo adotou uma estratégia diferente. “A escola já desenvolve com seus alunos um projeto de Ética e Cidadania e decidiu fazer do tema furto de cabos um dos assuntos discutidos no projeto. Isso é interessante porque o problema do furto de cabos está diretamente ligado ao desenvolvimento das cidades e causa impactos diretos na vida da população. Quando um cabo telefônico é furtado escolas, serviços de atendimento como polícia, ambulância e bombeiros, comércio e residências ficam sem linha telefônica, ou seja, as pessoas não conseguem fazer ou receber chamadas. E esse é um problema de todos”, explica a coordenadora.
Em Suzano a formação aconteceu na associação Gusmão dos Santos, que oferece atividades de cultura para crianças e adolescentes da zona norte do município. Participaram do encontro educadores e técnicos da instituição. “Importante lembrar que para nos ajudar na tarefa de sensibilizar esses profissionais e mesmo a população, contamos com um material muito interessante, desenvolvido pela equipe do projeto e pela área de comunicação do Instituto Sou da Paz. Trata-se de uma cartilha, com ilustrações que mostram de forma lúdica o que acontece quando um cabo é furtado”, explica Virgínia Luz Schmidt, assistente do Ação na Linha. “E no caso dessa instituição, o uso do material se tornou ainda mais estratégico: os educadores, durante a formação sugeriram usar o material em suas oficinas cotidianas, de contação de história, leitura e desenho, o que é muito bacana. Aliamos o conteúdo ao que os educadores já trabalham em seu dia a dia. Surgiu inclusive a idéia de fazer um concurso de desenho com o tema ao final da formação”, conta Virginia.
Para baixar a cartilha,clique aqui.
LINK DO POST:
http://www.soudapaz.org/Default.aspx?TabId=525&EntryID=1334