Em desenhos cheios de colorido crianças e jovens da Associação Gusmão dos Santos, localizada em Suzano retratam os impactos do furto de cabos telefônicos na vida da população da cidade. Os desenhos participarão do concurso Se liga, não me desliga, organizado pela ONG e pelo o projeto Ação na Linha. O Ação na Linha tem como objetivo prevenir a violência e em especial o furto de cabos nas cidades de Itaquaquecetuba e Suzano e é uma parceria entre a Fundação Telefônica, Instituto Sou da Paz e Instituto Papel Solidário.
“O furto de cabos telefônicos é um problema grave que afeta toda a população. Quando um cabo é furtado, escolas, polícia, hospitais, comércio, além de milhares de pessoas ficam sem comunicação”, explica Lara Nacht, coordenadora do Ação na Linha.
Com o objetivo de sensibilizar a população para a importância de prevenir e denunciar o furto de cabos, o Ação na Linha vem fazendo este ano uma série de oficinas em escolas e associações de Suzano. “Fizemos a oficina com os educadores da Associação Gusmão dos Santos. Usamos na formação a cartilha Ação na Linha que, de forma lúdica demonstra os impactos do furto de cabos por meio de ilustrações. Os educadores sugeriram uma série de atividades para trabalhar o conteúdo da cartilha com as crianças e jovens em suas oficinas. Entre estas atividades estavam o uso do material nas oficinas de leitura, de teatro e de desenho. Foi então que surgiu a idéia do concurso”, conta Lara.
Participaram das atividades 360 crianças e jovens atendidos pela instituição e destas, 153 estão participando do concurso. Os três primeiros colocados nas categorias infanto juvenil (de 7 a 14 anos) e juvenil (de 15 a 17 anos) serão selecionados por uma comissão composta por funcionários da Fundação Telefônica e premiados com MP8 e pen drives. O evento de premiação é dia 03/08 e na festa as peças sobre o tema construídas nas oficinas de teatro serão apresentadas.
“A adesão das crianças e jovens ao concurso é muito bacana, mas o mais importante foi o retorno dos pais. Nossa intenção ao trabalhar com os educadores diferentes formas de sensibilizar crianças e jovens para o tema era o fato de que as crianças e jovens levariam o assunto – e a cartilha - para casa, para discutir com os pais. A associação aplicou após as oficinas uma pesquisa informal e muitos pais responderam que sofriam com o furto de cabos, que o problema era comum em seus bairros e que achavam importante a iniciativa de trabalhar o assunto com as crianças”, conta Lara.