sexta-feira, 1 de dezembro de 2006
Por SuperUser Account Ligado

As revelações da CPI não param por aí. O mesmo rastreamento mostrou que 23% das armas usadas em crimes foram desviadas por empresas de segurança privada e, em terceiro lugar, pelos próprios órgãos do Estado brasileiro (18% das armas rastreadas pelas fábricas), sendo que em sua maior parte sob responsabilidade das Polícias Militares e do Exército.
Segundo o Relatório, este desvio por parte de setores do Exército acontece porque existe uma norma que dá aos militares o direito de comprar três novas armas de fogo, de dois em dois anos, para seu uso privado, a preço de custo, diretamente das fábricas. Ou seja, em seis anos,
Já com relação à exportação de armas, o relatório aponta omissões e manipulação nos dados referentes ao comércio de revólveres e pistolas, sob o pretexto de zelar pela ‘segurança nacional’ e por ‘razões estratégicas’.
A CPI do Tráfico de Armas apurou que muitas informações sobre nossas exportações foram falsificadas. Ou seja, percebemos que passados mais de 20 anos do término do regime militar, prevalece nesta área um ‘dispositivo secreto’ que impede a fiscalização pelos órgãos federais credenciados e proíbe aqueles que tomam conhecimento dessas informações, por dever de ofício, de prestarem esclarecimentos a respeito.