O Sou da Paz faz aniversário!

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Dia 11 de agosto é uma data muito especial para o Sou da Paz. Foi em 1997 que um grupo de estudantes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, na USP, começava a primeira campanha de desarmamento do Brasil. A Campanha foi um sucesso e deu origem, dois anos depois, ao Instituto Sou da Paz.

Quer relembrar? Clique aqui e veja o filme da nossa primeira campanha.

 

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No último dia 30 de setembro, em plena quarta-feira chuvosa no Rio de Janeiro, a equipe de comunicação do Sou da Paz acompanhou a gravação da Marieta Severo para a campanha de 10 anos do  Instituto . A atriz aderiu a primeira campanha, que aconteceu em 1997, e topou participar novamente na comemoração de 10 anos. A Cine, produtora responsável pelo filme, sob o comando da diretora Camila Faus e sua equipe, gravou mais esta participação especial – já gravaram Carolina Ferraz, Marisa Orth e Serginho Groisman (veja fotos do making off aqui).

“Lançaremos a campanha no Altas Horas no próximo sábado, dia 14 de novembro. Estamos super ansiosos para mostrar pra todo mundo foram os resultados de todo nosso trabalho ao longo destes 10 anos”, comemora Melina Risso, diretora do Instituto.

A partir de sábado acesse o canal do Sou da Paz no youtube e confira a nova campanha.

A Campanha vira Instituto

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Dois anos se passaram e era preciso aumentar a atuação para dar conta de atingir os múltiplos fatores que causam ou são responsáveis em alguma medida pelo fenômeno da violência, tão complexo. Assim, em 1999 o que era uma Campanha passou a ser um Instituto. Mas essa já é uma outra história, que você pode conhecer clicando aqui. Para esta mudança, era necessário o apoio e a mobilização de parceiros. Assim, foram feitos alguns filmes publicitários de convocação para ajudar a formalizar a Campanha como Instituto. Veja aqui o vídeo Números

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São Paulo entrega suas armas

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Depois do lançamento o trabalho dos estudantes continuou intenso: além das palestras, o grupo organizou a primeira campanha de entrega voluntária de armas de fogo do país.

Foram doze dias de recolhimento, com pausas de duas semanas entre uma etapa e outra. As pessoas podiam entregar suas armas na sede da OAB, no centro de São Paulo e não havia indenização como acontece atualmente. Os estudantes recebiam as armas, que eram cadastradas e armazenadas pela Polícia. Graças a uma articulação com a Secretaria de Segurança Pública, foi concedida uma anistia para que mesmo quem não tivesse porte de arma, pudesse levar a sua até a OAB.

Até dezembro de 1997, 1.721 armas de fogo haviam sido entregues. No dia 10, em comemoração ao dia internacional dos Direitos Humanos, aconteceu a primeira destruição pública de armas no Brasil. Todas as armas entregues foram esmagadas por um rolo compressor na Praça da Sé. Antes de o rolo entrar em ação, as milhares de pessoas presentes se postaram na escadaria da Catedral da Sé e cantaram o hino nacional. Mas em vez de colocar a mão no peito ou para trás, todos fizeram o símbolo do Sou da Paz, revelando o envolvimento da sociedade com a causa.