Mais de 500 mil pessoas em todo o mundo morrem, todos os anos, vítimas de armas de fogo - seja pela violência urbana ou em rebeliões armadas e guerras civis. Apesar do problema atingir o mundo todo, não existe nenhuma lei internacional que controle o comércio mundial de armas leves. A falta de uma lei comum faz com que milhões de armas e munições sejam vendidas de maneira irresponsável e cheguem às mãos de grupos terroristas ou criminosos ou sejam utilizadas por governos para cometer graves violações dos Direitos Humanos.
Diante deste cenário, em 2003, a Anistia Internacional, OXFAM e IANSA (International Action Network on Small Arms) lançaram a campanha mundial "Control Arms", uma reação à falta de controle sobre o comércio e utilização de armas de fogo em todo o mundo.
A Campanha reúne mais de 700 entidades que lutam contra a violência no mundo. No Brasil, o Instituto Sou da Paz coordena a campanha.
Em linhas gerais, a Campanha pede que os governos assinem um Tratado Internacional de Controle do Comércio de Armas, que regule as transferências de armas e munições entre os países, evitando a exportação às nações que as utilizam em graves violações aos direitos humanos e às leis internacionais.
A disposição para a construção do Tratado foi assinada em 2006 pelos membros da ONU, com exceção dos Estados Unidos, e os moldes e escopo do texto estão sendo discutidos desde então.