Há cerca de 3 anos está em tramitação na ONU a construção de um Tratado que regule o comércio de armas e munições no mundo. O Tratado é um pedido da sociedade civil mundial, que se organizou em torno da campanha Control Arms e vem realizando, desde então, uma série de atividades e atos públicos pelo mundo todo, com o objetivo de chamar a atenção dos governos e das populações para a urgência do acordo. (veja aqui e aqui  fotos de atos que o Sou da Paz já realizou).
 
A ONU assinou a disposição por construir o Tratado e agora este processo entra em uma nova fase: especialistas já iniciaram o ciclo de reuniões que definirá o escopo, abrangência e parâmetros do Tratado. Essa nova fase exige, portanto, uma nova atuação das organizações que compõe a campanha Control Arms, buscando influenciar esses especialistas e continuar mobilizando a opinião pública.
 
Por isso, aproveitando uma reunião de líderes governamentais em Viena para discutir justamente aspectos do Tratado, mais de 90 ONGs do mundo todo estão juntas nos desde o dia 08 de feveriro até do dia 12 na mesma cidade para compartilhar experiências sobre o impacto da violência armada em seus países, sobre políticas de controles de armas que as nações vem implementando e ainda, sobre qual será a estratégia de mobilização adotada pela Control Arms nos próximos anos.
 
Representando o Brasil estão Denis Mizne, diretor executivo do Sou da Paz, Heather Sutton e Daniel Mack, coordenadores da área de controle de armas do Instituto. “O Sou da Paz é um dos membros mais ativos da campanha, sendo seu único representante brasileiro e também secretário do comitê estratégico. Em conjunto com as outras organizações vamos definir neste encontro os novos rumos da campanha e também o papel do Sou da Paz nessa nova etapa”, conta Denis.
 
Heather Sutton apresentou durante o encontro uma trajetória das atividades da campanha Control Arms até este momento. “É importante compartilhar as histórias desta mobilização, que já tem mais de 6 anos, com todos até porque isso nos ajuda a ter novas ideias e porque há organizações que estão se juntando à campanha agora”, conta Heather.
 
Daniel, por sua vez, explica a importância da mobilização. “O processo de construção do Tratado é naturalmente mais lento – deve considerar as opiniões e posições de muitos países. E não podemos ignorar que há importantes interesses econômicos envolvidos, em especial por parte de governos que produzem e vendem armas. Temos um trabalho intenso de convencimento dos governantes, mas é de suma importância a pressão da sociedade. Por isso a campanha é tão central: ajuda a tornar o processo mais ágil na ONU e pressionar os líderes mundiais para construir o Tratado e salvar milhares de vidas”.

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