Dois dos mais importantes pontos da cidade de São Paulo foram tomados nos últimos dias 14 e 15 por voluntários do Instituto Sou Paz. O grupo segurava placas com a mensagem Apoie o Controle de Armas e chamava a atenção de quem passava pela Avenida Paulista e pelo Parque do Ibirapuera para a importância da construção de um Tratado global que estabeleça regras para o comércio de armas e munições entre os países.

Heather Sutton, coordenadora de mobilização da área de controle de armas do Instituto Sou da Paz explica que a proposta do Tratado já está desde 2006 tramitando na ONU e agora o acordo começa a ser finalmente escrito. “Nesse momento se torna mais central ainda a pressão da população. É preciso que os diplomatas e representantes dos governos se comprometam em redigir e aprovar um Tratado que proteja a vida de seus cidadãos, respeite os direitos humanos e seja eficaz”, afirma Heather.

Para isso, durante os atos públicos as pessoas foram convidadas a assinar o Tratado do Povo, espécie de abaixo assinado mundial organizado pela campanha Control Arms. O abaixo assinado faz algumas exigências que O acordo internacional deve cumprir. Entre elas:

1. O Tratado deve ser capaz de evitar que as armas continuem chegando às mãos daqueles que cometem crimes de guerra, graves violações dos direitos humanos, ataques terroristas, ou que impedem os esforços para erradicar a violência armada e a pobreza.

2. O Tratado deve ser abrangente: controlar todas as armas convencionais (de pistolas até aviões de guerra), munições e suas partes, assim como todo tipo de transação internacional;

3. Deve acabar com a falta de transparência e corrupção em torno do comércio mundial de armas.

4. Deve ser plenamente  implementado E monitorado, garantindo que os governos sejam responsabilizados.

Veja as fotos aqui.

Quer assinar o Tratado do Povo? Mande um email para controlarms@soudapaz.org com seu nome completo e o assunto “EU APOIO O TRATADO”

 

Contagem regressiva para o fim das bombas cluster

 Daqui a menos de 100 dias entra em vigor o Tratado de Oslo, acordo internacional que vai banir as bombas "cluster". O Tratado foi  assinado por 106 países e já ratificado por 33 e determina a proibição da produção, comércio e estocagem deste tipo de arma.

Bombas clusters são um armamento obsoleto, que já foi muito utilizado em combates ao redor do mundo. Ao ser lançada, a bomba cluster libera dezenas de pequenas bombas que deveriam explodir no momento em que tocam o solo. “O grande problema é que uma enorme quantidade destas bombas falha e não explode ao tocar o chão. Acabam explodindo depois, durante o trabalho de agricultores e ao chamarem a atenção de crianças, uma vez que seu formato e cor se assemelham a uma bola de brinquedo. O resultado é terrível: civis mortos e mutilados anos ou até mesmo décadas após o final de um conflito”, conta Daniel Mack, coordenador de políticas da área de controle de armas do Sou da Paz.

O Brasil – cujas Forças Armadas estocam as bombas cluster – se recusa a assinar o Tratado. Nosso país também é um dos últimos produtores deste tipo de armamento, através da empresa Avibrás.  A Coalizão Contra as Bombas Cluster (CMC), rede de 350 organizações ao redor do mundo e da qual o Instituto Sou da Paz faz parte, está realizando uma série de ações para exigir do governo brasileiro a assinatura e ratificação do Tratado.

 

Para dar seu apoio, basta entrar no site http://www.stopclustermunitions.org/news/?id=2265 baixar e enviar a carta para o Ministério da Defesa.

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