A Campanha | Participe
| Materiais | Sou da Paz

Um Milhão
de Rostos

O abaixo-assinado 'Um Milhão de Rostos' é um novo jeito de se fazer campanha.

Estamos coletando fotos ou auto-retratos (desenhos)
de pessoas do mundo todo para demonstrar aos governos que precisamos de ações urgentes e eficazes para controlar a crise do comércio de armas.

Desde 2003 já coletamos um milhão de rostos, como um mensagem visual poderosa de apoio à Campanha Control Arms (Controle de Armas).
Agora, continuamos coletando fotos e desenhos para persuadir os governos do mundo a apoiaro
Tratado Internacional para o Controle do Comércio de Armas
.

Participe!
Clique aqui e saiba como enviar a sua foto


ÚTIMAS NOTÍCIAS DA
CAMPANHA CONTROL ARMS



Grupo de Especialistas define recomendações para Tratado Internacional de Controle de Armas

Está acontecendo de 28 de julho a 8 de agosto em Nova Iorque a 3ª e última sessão do Grupo de Especialistas Governamentais (ou em inglês Governmental Group of Experts - GGE). O grupo é formado por especialistas de 28 países - incluindo o Brasil - e está discutindo os moldes e o escopo que deve ter o Tratado Internacional de Controle do Comércio de Armas. O Tratado tem como objetivo estabelecer regras claras e válidas para todos os países no que diz respeito às transferências de armas e munições.

Antes, entre os dias 25 e 27, ocorreu uma conferência informal organizada pelo Geneva Forum - uma iniciativa de diversas organizações internacionais - que discutiu aspectos importantes do Tratado. O objetivo da conferência foi facilitar o diálogo entre o GGE e os demais países, além de dar voz a organizações da sociedade civil que trabalham com o controle de armas. Estavam presentes na conferência 53 pessoas, entre representantes dos países que formam o GGE, de países que não compõem o Grupo, de organizações não-governamentais de vários continentes e também de fabricantes de armas. A partir das discussões da conferência foi elaborado um relatório que será entregue ao GGE como forma de auxiliar as discussões do Grupo nessa sessão.

"A conclusão do GGE será fundamental para o próximo passo do Tratado em outubro, quando acontece a Assembléia Geral da ONU", explica Daniel Mack, coordenador de Políticas da área de Controle de Armas do Instituto Sou da Paz. "Na Assembléia, o GGE deverá entregar ao Primeiro Comitê seu posicionamento final e a partir desse relatório será definido o processo futuro do Tratado", explica Daniel.

O Instituto Sou da Paz é uma das organizações não governamentais presentes na Conferência e na reunião do GGE. "Defendemos, durante a Conferência a necessidade de o Tratado dar uma resposta efetiva ao problema da violência urbana armada, que vitima milhares de pessoas anualmente, principalmente na América Latina, finaliza Denis Mizne, Diretor Executivo do Instituto.




Assembléia Geral da ONU discute Tratado Internacional de Controle do Comércio de Armas




18/10/2007 - O Primeiro Comitê da Assembléia Geral da ONU, que é composto por governos do mundo todo e tem como tema o desarmamento, reune-se em outubro em Nova Iorque, Estados Unidos. Por isso este será um mês crucial na luta por um Tratado Internacional de Controle do Comércio de Armas forte e abrangente.

Em 2006, os países membros da ONU concordaram em criar um Tratado que regule a compra, venda e transferência de armas e munições entre as nações. Em seguida, como parte deste processo, os países enviaram seus pareceres sobre o assunto para a ONU. O Secretário Geral, Ban Kin-Moon, determinou as 27 nações que indicarão seus especialistas para iniciar a discussão e a revisão dos pareceres em relação ao Tratado. O Brasil já foi anunciado como uma destas nações.

O grupo de especialistas indicados pelos países formará o Grupo de Especialistas Governamentais (ou em inglês Governmental Group of Experts - GGE) que começará a se reunir em fevereiro de 2008 e até o final deste mesmo ano deve dar um parecer sobre a viabilidade e os moldes do Tratado.

A equipe da área de Controle de Armas do Instituto Sou da Paz, que coordena a campanha Control Arms no Brasil, estará presente durante as três semanas em que o Comitê se reúne. Uma das principais atividades da equipe será dialogar com os representantes dos países, especialmente os com maior potencial para compor o Government Group of Experts. Entidades que coordenam a campanha internacional Control Arms em outros países e organizações que fazem parte da IANSA (rede mundial de organizações pelo controle de armas) também unirão esforços para que o Tratado seja uma pauta debatida no encontro. A idéia é difundir e promover as regras mais importantes para a preparação do Tratado: não deve haver transferências de armas para países que violem os Direitos Humanos ou quando estas comprometem o desenvolvimento sustentável dos países.





Eventos da campanha Control Arms

18/10/2007 - O Comitê Central da campanha Control Arms realiza, em paralelo à Assembléia Geral, uma série de eventos, que visam discutir e chamar a atenção para o problema do comércio irresponsável e desregulado de armas e a necessidade de um Tratado para controlá-lo.

O primeiro evento, "From the Frontline" (Direto do Front) aconteceu na última terça-feira, dia 9, e teve a participação de generais e correspondentes de guerra que discutiram a necessidade de um Tratado, partindo da perspectiva de quem participou diretamente de conflitos armados.

Na quinta-feira, dia 11, houve um encontro com líderes africanos, onde foi debatida a urgência de um Tratado para reduzir as mortes por armas de fogo no continente - um dos que mais sofre com a proliferação de armas leves.

No dia 18 uma coletiva de imprensa marca o lançamento da publicação que contém a análise das ONGs sobre a posição dos países no que diz respeito ao Tratado. É um documento importante, que aponta erros, acertos e fraquezas nos pareceres enviados pelos países à ONU, e que procura influenciar as nações que não assumiram uma posição forte em relação ao Tratado para que o façam. A posição brasileira considerou elementos presentes nas consultas populares realizadas pelo Instituto Sou da Paz em diversos Estados do país para entender da sociedade civil o que esta gostaria de ver contemplado no Tratado, mas ainda possui pontos que devem ser aprimorados.

Na terceira semana de trabalho do Comitê, no dia 22, uma Consulta Popular Global será realizada para entender o que pensam os cidadãos comuns sobre o comércio de armas e o Tratado. O evento conta com a participação de sobreviventes de conflitos armados e de vítimas da violência causada por armas de fogo, que darão seus depoimentos. Acontece também, no dia 25, o lançamento de uma Declaração Parlamentar em Apoio ao Tratado do Controle do Comércio de Armas. A declaração é um abaixo assinado no qual parlamentares de diversos países do mundo expressam seu apoio ao Tratado. No Brasil quem coordena este processo é o Instituto Sou da Paz.

O encontro final promovido pela Control Arms é o "Próximos Passos no Desenvolvimento de um Tratado Efetivo", um evento realizado por ONGs em conjunto com os governos de países que deram início ao processo do Tratado junto à ONU. O objetivo do encontro é articular estes atores e planejar suas estratégias para o desenvolvimento de um Tratado efetivo, além de estudar maneiras de influenciar o GGE.




Para ler as notícias anteriores, clique aqui