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O Sou da Paz começou como uma campanha pelo desarmamento, lançada em 1997 por um grupo de estudantes para jogar luz sobre um tema até então desconsiderado no debate sobre segurança pública.  Um estudo da ONU realizado em 1996 apontava o Brasil como o país onde mais se matava por armas de fogo em todo o mundo. Ou seja, um fator de risco que aumentava significativamente as mortes violentas no país era o grande volume de armas em circulação e uma cultura de valorização das armas de fogo.

A Campanha Sou da Paz contou com o apoio de organizações da sociedade civil (OAB, ILANUD, Comissão de Justiça e Paz, entre outros) e personalidades dos meios jornalístico, publicitário, artístico e esportivo. A Campanha se dividiu em duas frentes: promover a conscientização da população, com uma campanha de mídia de alcance nacional além de palestras e debates, e ao mesmo tempo fazer uma campanha de desarmamento voluntário – a primeira do país.

Em poucos meses foram entregues mais de 3.500 armas na cidade de São Paulo. Estas armas foram, pela primeira vez na história do Brasil, destruídas publicamente. Por causa da Campanha e do destaque que ela obteve, o Congresso começou a propor medidas concretas de restrição ao uso de armas. E o grupo que idealizou a campanha decidiu ampliar seu escopo de atuação, colocando em prática uma visão inovadora sobre segurança pública. Em 1999, foi criado o Instituto Sou da Paz.

Os primeiros projetos voltaram-se às regiões e públicos mais afetados pelos homicídios: os jovens moradores dos distritos do Jardim Ângela, Jardim São Luis e Capão Redondo, zona sul da capital paulista. Iniciativas de valorização da convivência e participação e formação de empreendedores impactaram nas histórias de vida de diversos grupos. Gradualmente o Sou da Paz ampliou os temas de trabalho: desde 2003 realiza projetos para melhorar a atuação das polícias; nos anos seguintes prestou assessoria a diversas prefeituras na realização de diagnósticos e planos locais de prevenção da violência; em seguida passou a atuar em rede.

A agenda de controle de armas permaneceu e o Sou da Paz atuou para a aprovação do Estatuto do Desarmamento e sua implementação; em âmbito internacional participou das mobilizações pela aprovação de um tratado internacional de controle de armas.

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