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No dia 6 de novembro, a Praça do Alto do Riviera abrigou um festival de Hip-Hop, organizado pela "Banca", um grupo de jovens que organiza eventos de Rap no Jardim Ângela há mais de cinco anos.

Organizada todos os anos, esta foi a primeira vez que a Banca realiza o evento em parceria com o Projeto Pólos da Paz. Durante o evento houve apresentações de vários grupos da região e também exposições de grafite de artistas locais.

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O Instituto Sou da Paz atua no Jardim Ângela antes mesmo de sua fundação, quando seu Diretor Executivo, Denis Mizne, começava a se envolver com representantes da comunidade na tentativa de buscar uma saída para controlar os inaceitáveis índices de criminalidade registrados no Distrito. De lá para cá, seu envolvimento com a comunidade, poder público e outras entidades sociais promoveu o que hoje podemos considerar um exemplo que pode ser seguido por outros bairros e por outras cidades, de diferentes estados.

Muitos projetos vêm sendo desenvolvidos naquela região, e todos são focados nos jovens que têm entre 14 e 24, público mais vulnerável à dinâmica da violência, e também em regiões mais próximas da linha de pobreza, marcadas por altos índices de violência, como é o caso dos projetos Grêmio em Forma, Pólos da Paz e Espaço Criança Esperança.

 

São projetos que visam à prevenção da criminalidade e à resolução pacífica de conflitos, preocupando-se em formar cidadãos que sejam também gestores sociais, ativos e responsáveis pela difusão de ações pacíficas, conciliadoras e democráticas. O Instituto estimula, ainda, a recuperação de espaços públicos por entender que a redução da degradação urbana nas áreas periféricas é uma boa maneira de reduzir comportamentos violentos.

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O Fórum em Defesa da Vida realizou no dia de finados a 10ª Caminhada pela Vida e pela Paz. Centenas de pessoas, moradoras da Zona Sul de São Paulo, percorreram cerca de 6 Km carregando faixas, cartazes, cruzes e também usando fitas brancas de menção aos mortos pela violência da região, mas também em homenagem à Paz. ONGs e entidades que atuam na região, além do Prefeito de São Paulo, José Serra, também participaram. Na ocasião, Serra inaugurou, no Cemitério São Luiz, o Obelisco pela Paz.

 

A Caminhada é uma forma de manifestação encontrada por pessoas da sociedade civil que buscam o envolvimento direto de cidadãos na busca pela conquista da cultura de paz de forma contundente e baseada no coletivismo. É também um símbolo da mobilização que o Fórum conquistou ao longo de seus 10 anos, cujos resultados vêm interferindo diretamente na queda dos homicídios registrados na região.

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O Fórum em Defesa da Vida é formado por mais de 100 entidades, entre elas o Instituto Sou da Paz, cujo principal objetivo é a união em prol da superação da violência. O movimento é suprapartidário, inter-religioso, democrático e não possui estrutura hierárquica. Foi criado em 1996, da união de ações das comunidades eclesiais de base, da Sociedade Santos Mártires e do Centro de Direitos Humanos e Educação Popular de Campo Limpo (CDHEP), sendo todas organizações que atuam na região sul da cidade de São Paulo, nos distritos do Jardim Ângela, Campo Limpo, Capão Redondo, Jardim São Luis e adjacências. Desde sua criação, o Fórum trabalha por uma periferia menos excludente e menos subjugada.

 

Durante a Caminhada o Fórum comemorou conquistas importantíssimas nesses 10 anos de trabalho:

- Queda do número de homicídios na região desde 2001, sendo que no restante do país a propensão somente começou a se manifestar a partir de 2004.

- Aproximação com o Ministério Público, que vem apoiando as ações do Fórum;

- O diálogo permanente estabelecido com a Guarda Civil Municipal e também com as polícias Civil e Militar;

- O contato mais próximo com o governo local, secretarias municipal e estadual, que resultou na instalação de dois CICs - Centro de Integração e Cidadania e o início da construção do Hospital M’ Boi Mirim;

- A participação na elaboração de leis, como a Lei de Proteção às Vítimas da Violência, e os Projetos de Lei Estadual e Municipal do Cadastro Único da Demanda Escolar;

- A participação decisiva na implantação do Comuda - Conselho Municipal de Políticas Públicas de Drogas e Álcool;

- O apoio total na implantação dos projetos "Casa Sofia", que atende mulheres em situação de violência doméstica, "Centro de Atendimento da Criança e do Adolescente" e "Re-inserção do Adolescente na Comunidade", em parceria com a Febem, Caps Álcool e Drogas e Unifesp.

Homicídios caem 73,3% no Jardim Ângela

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A Fundação SEADE divulgou dados de um estudo que mostram que a taxa de homicídios no Estado de São Paulo caiu, em geral, 29%, entre 1999 e 2004. Só na Região Metropolitana de São Paulo, a queda foi de 39%. Na Capital, chegou a 40,6% e na Baixada Santista, alcançou a 49,3%. Na Região Metropolitana de Campinas, a queda foi de 8,3% e no Interior como um todo, de 2%.

A tendência se mantém até este ano e os dados referentes a uma região específica de São Paulo saltam aos olhos, e explicam a complexidade desse fenômeno que vem acontecendo em todo o Estado.

 

O distrito do Jardim Ângela, zona sul de São de São Paulo, onde residem 300 mil habitantes, foi considerado pela ONU, em 1996, o local mais violento do planeta. Para se ter uma idéia da gravidade da situação, em 2001 foram registrados 277 assassinatos. Desde então o índice vem caindo ano a ano e, em 2004, o distrito registrou 151 assassinatos, uma redução de 45%.

 

Mas o melhor está acontecendo: este ano, até o dia de hoje, foram registradas 26 mortes violentas, contra 65 em igual período do ano passado e 120, em 2001. Isso mostra que em menos de 4 anos, o índice de homicídios no Jardim Ângela caiu mais de 73%!


Essa redução, somada aos sinais que indicam a tendência de queda nos primeiros meses deste ano, é um aprendizado sobre segurança pública. É tão expressiva que ajuda a entender por que, em toda a cidade de São Paulo, segundo dados do IBGE e do Ministério da Saúde, a taxa de homicídios caiu quase 20% de 1999 a 2003. O declínio verificado em todo o estado resulta de uma série de fatores, que, isolados, são incapazes de justificar o fenômeno, mas, articulados, revelam a força do conjunto.

Site sou da Paz

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