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A terceira edição do Prêmio Polícia Cidadã escolheu como uma das ações policiais vencedoras um trabalho desenvolvido por policiais da Base de Polícia Comunitária do Jardim Ranieri, bairro do distrito do Jardim Ângela.

 

A ação Canteiros, que consistiu na realização de reformas para garantir a segurança dos milhares de pedestres que circulam diariamente pela Estada do M´Boi Mirim, foi escolhida pela Comissão Avaliadora do Prêmio para ser uma das vencedoras e assim, os policiais participantes receberão um prêmio no valor de R$ 6.000,00.

 

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Em junho de 2005, o Instituto Sou da Paz premiou ações policiais que se inscreveram na segunda edição do Prêmio Polícia Cidadã. Uma das ações vencedoras foi desenvolvida no Jardim Ângela, na Base de Policiamento Comunitário do Jardim Ranieri.

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Uma mulher na Base Comunitária do Jardim Ângela

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Em abril de 2003, a sargento Regina começou a trabalhar na Base de Polícia Comunitária do Jardim Ângela. Regina foi apresentada à comunidade na última sexta-feira, durante o Fórum em Defesa da Vida. Ela é a primeira mulher a fazer parte da equipe da Base.


Segundo Wagner Silva, então gerente de relações comunitárias do Instituto Sou da Paz, durante o Fórum a sargento Regina se mostrou bastante disposta a trabalhar em conjunto com a comunidade.

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Ele tem 40 anos de idade, 21 deles na Polícia Militar. Davi Monteiro da Conceição, o Sargento Davi, entrou na corporação porque queria ajudar as pessoas. Há dois anos deixou de caçar bandidos, como define o período em que fazia policiamento nas ruas, para iniciar um trabalho pioneiro: colocar a força policial a serviço da comunidade. Seu foco: o Jardim Ângela. “Eu queria melhorar as coisas, o mundo, mas acabei entendendo que fazer o bem não era bem daquele jeito”, diz.

À frente da Base Comunitária do Jardim Ângela, Davi vem se transformando numa referência para a comunidade. Entre outras realizações, contabiliza cinco partos realizados, sendo um na própria base, a construção de casas, um projeto - já encaminhado - de um centro recreativo para crianças e adolescentes e um censo informal.

O Jardim Ângela foi o primeiro destino de Davi como policial e onde ele passou 15 anos fazendo ronda ostensiva. Sua relação com a população era outra. “Naquela época, eles estavam de um lado e eu de outro. Aquela era uma polícia diferente, tínhamos de optar: era a vida deles ou a nossa”.

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Observadoras do Jardim Ângela lançam LUPA

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Em maio de 2001, o grupo de jovens do projeto Observatório de Direitos Humanos lançou na Associação ARCO o jornal comunitário LUPA.  O jornal pretendia ser “uma lente de aumento da cidadania”, ou seja, mostrar aos moradores a situação de seus bairros, apontar soluções e convidar todos a participar de mudanças.

“Não enfie a cabeça na areia como um avestruz”, convidava o editorial do jornal. Além de trechos de depoimentos de entrevistados durante o trabalho, o jornal tem seções intituladas “Busca de Solução”, listando os serviços de apoio. Com uma tiragem de 5 mil exemplares, o jornal Lupa foi lançado durante o mês de maio em cada uma das comunidades que participaram do projeto – Jardim Ângela, Jardim Jacira, Heliópolis e Jardim Comercial.  

No lançamento do Jardim Ângela, Marli, Marcileide e Viviane apresentaram seu trabalho, que abordou a violência policial, homicídios e violência doméstica.  Além de fazerpesquisas para colher dados com os moradores da região, elas pesquisaram serviços de atendimento a vítimas da violência, como a Ouvidoria da Polícia e, na zona sul de São Paulo, a Casa Sofia .

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