quinta-feira, 11 de novembro de 2010
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sexta-feira, 30 de junho de 2006
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Ao contrário do que os gestores públicos fazem questão de divulgar, o problema da violência urbana tem saída. Nem é sequer um bicho-de-sete-cabeças.
É isso que mostram os resultados da parceria entre igrejas, ONGs e entidades da comunidade nas 37 vilas do distrito de Jardim Ângela, considerado o lugar mais violento do mundo pela Organização das Nações Unidas há 10 anos. Em 2001, a perversa conjunção de exclusão social e miséria nas 272 favelas serviu de caldo de cultura ideal para o tráfico de drogas, responsabilizado por 80% dos 277 assassinatos, número recorde registrado no lugar, com 300 mil habitantes.
A construção de 5 bases de policiamento comunitário, a instalação de 1 centro para dependentes químicos pela Universidade Federal de São Paulo, um acordo entre PM e Ministério Público obrigando os bares a fecharem mais cedo, programas de renda mínima, reformas de praças e criação de áreas de lazer em locais antes abandonados reduziram muito tais índices.
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sexta-feira, 24 de junho de 2005
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Basta ligar a TV em São Paulo para se ter certeza de que vivemos uma guerra civil. Histórias de polícia versus bandidos, tiroteios, assaltos, tráfico, rebeliões, crimes horrendos e muito sangue avermelham a tela em pouco tempo. Não são incomuns as comparações com nações em guerra, como a Colômbia. Não há dúvida de que os índices de violência ainda são bastante altos nos dois países.
Mas, tanto aqui como lá, começam a surgir boas notícias nesse front graças a políticas de desarmamento e estratégias inteligentes e coordenadas que integram polícia, governos e sociedade.
De acordo com o Seade, o índice da capital paulista é impressionante: redução de 40,6% nos homicídios. O principal destaque vai para o Jardim Ângela, que já foi considerado pela ONU como o bairro mais violento do mundo, com uma média de dois assassinatos por dia em 1999. Pois o número de homicídios caiu incríveis 73,3%, e até sexta-feira, 24 de junho, o bairro contabilizava 64 dias sem uma única morte. Seus moradores já não têm tanto medo em sair às ruas e, pouco a pouco, começam a recobrar a auto-estima.
A pergunta, então, é: como essas cidades lograram tal êxito? A resposta começa com o desarmamento da população. "Esta é uma solução que não acaba com os conflitos, mas diminui muito a letalidade dos confrontos", afirma Denis Mizne, diretor do Instituto Sou da Paz, de São Paulo.
Outro ponto fundamental é a integração da sociedade civil na solução dos problemas. "Perdemos muito tempo no paradigma impossível segundo o qual só se acaba com a violência por meio de forte repressão policial associada à solução de todos os problemas sociais", argumenta Denis Mizne. "Assim como também está errado acreditar que o Estado é o único responsável pela segurança, com a sociedade civil, especialmente a elite, apenas criticando e pautando as ações dos governos cada vez que um de seus filhos é morto."
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sexta-feira, 10 de junho de 2005
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O Jardim Ângela já foi considerado pela Organização das Nações Unidas o bairro mais violento do planeta. Nos “anos de chumbo” – em meados de 1999 –, a polícia registrava uma média de dois assassinatos por dia. A situação começou a mudar de cinco anos para cá. E, hoje, esta área ostenta um recorde que parecia inviável: há 50 dias não registra mortes violentas.
O resultado faz parte de um estudo da Fundação Seade sobre a taxa de homicídios no Estado. Entre 1999 e 2004, o número de assassinatos caiu 40,6% na Capital – e 73,3% no Jardim Ângela.
Diante dos números, fica a pergunta: por que os indicadores de violência de São Paulo estão caindo? De acordo com o levantamento da Unesco, a receita do sucesso está na união de diversos fatores, como investimentos em segurança pública, apoio dos municípios e a mobilização da sociedade. “Ainda há muito o que fazer, mas, de qualquer forma, esses índices representam uma grande vitória”, comentou o coronel José Vicente da Silva, ex-secretário nacional de Segurança Pública.
Em seu discurso, Alckmin reconheceu que só o trabalho da polícia não seria suficiente para reverter o quadro. “No Jardim Ângela, foi uma reunião de esforços, programas sociais, escolas abertas aos fins de semana, campanha do desarmamento, ONGs e trabalhos com igrejas”, comentou o governador, destacando a região como “símbolo do sucesso no combate ao crime em São Paulo”.
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domingo, 25 de novembro de 2001
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Considerado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1996 como o bairro mais violento do mundo, o Jardim Ângela está mudando de cara. Mais de 200 entidades desenvolvem trabalhos sociais na região, levando cultura, lazer e educação à população. Grandes redes comerciais acreditam no potencial do bairro e começam a se instalar na sua área central, trazendo perspectivas de crescimento econômico.
“Violência não é caso só de Polícia”, afirmou o padre Jaime Crowe, de 56 anos, coordenador do Fórum em Defesa da Vida e Contra a Violência, animado com as novas perspectivas.
Os projetos sociais na área central do bairro ganharam força depois de apoios importantes, como o da Unicef, através do programa Criança Esperança, promovido pela Rede Globo, e do Instituto Sou da Paz. Focados em crianças, jovens e suas famílias, tais projetos aumentam a esperança de melhorias para a comunidade.
Para os moradores, a principal prova disto é a recente chegada de grandes redes comerciais, na altura do número 4.300 da Estrada do M´Boi mirim, onde está a Base Comunitária da Polícia Militar. Nesta área, instalaram-se lojas do Supermercado Barateiro, da Rede Marabraz e da grife de surf Empório. As Casas Bahia também já compraram terreno na vizinhança.
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