Sou da Paz lança Praças da Paz SulAmérica

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No dia 11 julho de 2007, foi lançado o projeto Praças da Paz SulAmérica, uma parceria entre Instituto Sou da Paz e SulAmérica para revitalizar três praças públicas de bairros periféricos – Jardim Elisa Maria (Brasilândia - zona norte), ViLa Iolanda I (Lajeado - zona leste) e Chácara Sonho Azul (Jardim Ângela - zona sul).

 
A proposta é que a partir da revitalização das praças feita via liderança dos jovens das comunidades, seja estabelecido um novo modelo de ocupação, mediado pelo diálogo e com foco na promoção da cidadania. Neste processo, é essencial o apoio do poder público e a integração entre prefeitura, governo do estado e as comunidades.


O Praças da Paz SulAmérica foi inspirado pelo projeto Pólos da Paz,  que o Instituto Sou da Paz desenvolveu entre 2003 e 2006 no Parque Regina (Campo Limpo) e no Alto da Riviera (Jardim Ângela).

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No domingo dia 27 de maio de 2007, o Fórum em Defesa da Vida e Contra a Violência, a comunidade e organizações que atuam no Jardim Ângela e região organizaram o "Abraço na Guarapiranga". O objetivo da manifestação foi alertar o poder público e sociedade em geral sobre a degradação da represa.


A manifestação começou com a Romaria das Águas - caminhada que saiu de diversos pontos da região até a represa - e foi seguida por um ato ecumênico e o plantio de mudas nas imediações da avenida Robert Kennedy e nas margens da represa. O evento terminou com um abraço simbólico e a regata Guarapiranga 2007.


Um dos pontos de concentração e saída da Romaria das Águas foi a praça do Riviera, aonde o Instituto Sou da Paz implementou o projeto Pólos da Paz.

Receita simples contra a violência

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Ao contrário do que os gestores públicos fazem questão de divulgar, o problema da violência urbana tem saída. Nem é sequer um bicho-de-sete-cabeças.

 

É isso que mostram os resultados da parceria entre igrejas, ONGs e entidades da comunidade nas 37 vilas do distrito de Jardim Ângela, considerado o lugar mais violento do mundo pela Organização das Nações Unidas há 10 anos. Em 2001, a perversa conjunção de exclusão social e miséria nas 272 favelas serviu de caldo de cultura ideal para o tráfico de drogas, responsabilizado por 80% dos 277 assassinatos, número recorde registrado no lugar, com 300 mil habitantes.

A construção de 5 bases de policiamento comunitário, a instalação de 1 centro para dependentes químicos pela Universidade Federal de São Paulo, um acordo entre PM e Ministério Público obrigando os bares a fecharem mais cedo, programas de renda mínima, reformas de praças e criação de áreas de lazer em locais antes abandonados reduziram muito tais índices.

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O Fórum em Defesa da Vida realizou no dia de finados a 10ª Caminhada pela Vida e pela Paz. Centenas de pessoas, moradoras da Zona Sul de São Paulo, percorreram cerca de 6 Km carregando faixas, cartazes, cruzes e também usando fitas brancas de menção aos mortos pela violência da região, mas também em homenagem à Paz. ONGs e entidades que atuam na região, além do Prefeito de São Paulo, José Serra, também participaram. Na ocasião, Serra inaugurou, no Cemitério São Luiz, o Obelisco pela Paz.

 

A Caminhada é uma forma de manifestação encontrada por pessoas da sociedade civil que buscam o envolvimento direto de cidadãos na busca pela conquista da cultura de paz de forma contundente e baseada no coletivismo. É também um símbolo da mobilização que o Fórum conquistou ao longo de seus 10 anos, cujos resultados vêm interferindo diretamente na queda dos homicídios registrados na região.

Site sou da Paz

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