Em agosto começam as aulas da 7ª turma do Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias. O Instituto oferece formação a jovens de baixa renda da cidade de São Paulo para atuarem no mercado de audiovisual. Além da formação sociocultural, o jovem se profissionaliza em uma das 11 oficinas técnicas: Câmera, Luz e Elétrica, Áudio, Edição, Computação Gráfica, Produção, Cabelo e Maquiagem, Figurino, Cenografia, Animação e Vídeos Interativos.

Mais de 700 jovens foram indicados por escolas públicas ou por ONGs parceiras do Instituto Criar e passaram por um processo seletivo do qual saíram 150 alunos que integrarão a turma de 2010. Farão parte desta turma 5 jovens indicados pelo Instituto Sou da Paz que participam de projetos sociais nos seus distritos.

Antes do início das aulas o Instituto Sou da Paz reuniu os aprovados para eles se conhecerem e trocarem experiências (olha a nossa foto!).

 
Abaixo a gente conta pra vocês um pouquinho sobre esses jovens. Conheça-os!
 

- Simone Ferreira do Nascimento tem 17 anos e mora em Pirituba. Participa de diversas atividades da Revista Viração e, ao se envolver na produção da série “4º Mundo”, realizada em parceria com a TV USP, se interessou pela área de figurino. “Não gosto daquela moda de passarela. Gosto mesmo de pensar os figurinos dos personagens. Fico reparando nas roupas que os atores usam nos filmes”, conta ela. Por isso mesmo sua opção não poderia ser diferente. No Instituto Criar vai aprender mais sobre todo esse universo que compõe a criação de figurinos. Simone também tem vontade de estudar jornalismo e para isso faz cursinho pré-vestibular. “Este semestre de 2010 será bastante puxado, afinal vou estudar no cursinho e no Criar ao mesmo tempo. Mas estou animada, este será um ano de conquistas!”, completa.     

- Carlos Moura de Souza Júnior tem 18 anos e é morador de Guaianazes. Participou do projeto Agente Jovem da Kolping, já trabalhou no MC Donnald´s e também fez um curso no Senai em Ferraz de Vasconcelos. Ele foi aprovado no curso de Produção do Instituto Criar e vai aprender tudo sobre como auxiliar a produção de espetáculos, filmes e programas de TV. Carlos acredita que trabalhar com audiovisual em Guaianazes é muito difícil, pois não tem muita gente fazendo isso por lá. “Será um universo novo. Quero aprender a trabalhar com alguma coisa que mexe com a cabeça”, aposta Carlos.

- Raphael de Souza Lima Santos tem 20 anos e mora na Cidade Tiradentes. Já freqüentou um curso de teatro e gosta bastante do universo hip hop, principalmente dos elementos “DJ” e grafite. Adora desenho animado desde criança. O incrível talento que possui como desenhista o levou a conhecer e participar da Revista Menisquencia! “Não vejo a hora de começar as oficinas. Vou deixar um trabalho como estoquista, mas tenho certeza de que vai valer a pena. Quero estudar aquilo que gosto e sempre tive vontade de fazer”, relata Raphael. No futuro Raphael pretende fazer algum curso sobre “produção de games virtuais”, pois, segundo ele, isso permitiria aliar duas de suas paixões: tecnologia e animação.

Talita Cristina da Silva Barros de 17 anos está terminando o ensino médio e participa dos projetos da Kolping, uma organização social sediada em Guaianazes, onde mora. No Instituto Criar vai participar das oficinas técnicas de “vídeos interativos”. “Escolhi este curso, pois entre as opções é a que mais usa a informática como ferramenta de trabalho”, conta Talita. “Minha família e amigos vibraram com a notícia de que tinha sido aprovada no processo seletivo. Está todo mundo me dando o maior apoio”, completa.

 

Fernando Henrique Bertuccelli de Campos Gizzi tem 20 anos e já trabalha na área de audiovisual há pelo menos 5 anos, desde a fundação da Brasilândia Filmes, uma produtora fundada pela sua família (veja uma reportagem da TV Cultura sobre a produtora aqui). Tudo começou com o seu avô que já aposentado da polícia, virou segurança de uma produtora de filmes e deu uma forcinha para que Fernando começasse a trabalhar nessa área também. Desde essa época tem atuado como operador de câmera e iluminação. No Instituto Criar optou pela formação técnica em “iluminação e elétrica”, pois em sua opinião essa é a formação que mais atende as necessidades do seu trabalho na produtora da família. “Eu adoro trabalhar na área de audiovisual porque é bem dinâmico. A gente convive com artistas e viaja pra cima e pra baixo. Não tem rotina.”, ressalta Fernando.

 

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