Guia do Desarmamento Infantil em inglês

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Após o lançamento do Guia de Desarmamento Infantil em português, lançamos agora a versão em inglês para ser disseminada em outros países.

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No dia 10 de julho de 2007 teve início a primeira campanha de entrega voluntária de armas da Argentina. A campanha faz parte do Plano Nacional de Desarmamento do país, aprovado em agosto de 2006 após um longo processo de luta e organização da sociedade civil argentina.

Em julho de 2005, um adolescente foi morto a tiros na cidade de Necochea. A mesma cidade foi palco do anúncio da campanha este ano, feito durante a Semana Global de Ação Contra a Violência Armada (de 11 a 17 de junho de 2007).

O diretor do Instituto Sou da Paz, Denis Mizne, esteve na Argentina em 2006 para divulgar a experiência de desarmamento do Brasil. “É muito importante que a experiência brasileira motive iniciativas similares na América Latina, região que, ao lado da África é uma das que mais sofrem com a proliferação e mau uso das armas de fogo”, explicou Denis.

De acordo com o RENAR - Registro Nacional de Armas da Argentina - responsável pelo controle dos postos de entrega da campanha, até julho foram recolhidas 2.521 armas de fogo e 19.000 munições de diversos calibres nos inúmeros postos coletores espalhados pelas maiores cidades do país.

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Em novembro de 2006, o Instituto Sou da Paz esteve em Montevidéu, Uruguai, para reforçar sua atuação pelo controle de armas na América Latina. Nos dias 7 e 8, esteve na 2a Assembléia Geral da Coalizão Latino-americana para a Prevenção da Violência Armada (CLAVE) que reúne as principais ONGs latino-americanas no âmbito da segurança pública e controle de armas. Representado pelo diretor executivo Denis Mizne e pelo coordenador de políticas da área de controle de armas Daniel Mack, o Instituto Sou da Paz participou ativamente da redação do Estatuto do CLAVE, da construção de sua nova estrutura operativa e dos planos para as atividades de trabalho em 2007.

Lançada em abril de 2006 em Bogotá e com representantes de todos os países da América Latina, a CLAVE reafirmou seus esforços nas áreas de pesquisa, campanhas, “advocacy” e legislação, servindo como instrumento de preparação de diagnósticos sobre a violência armada, sensibilização do público sobre o problema, cooperação em foros internacionais como as Nações Unidas, e harmonização e melhora das legislações sobre armas na América Latina.

Na eleição da nova liderança, o Instituto Sou da Paz foi a única instituição reeleita para a Coordenação do CLAVE, confirmando a ênfase do Instituto em questões internacionais e sua crença na natureza supra-nacional das causas e repercussões da violência armada.

Nos dias 9 e 10 de novembro, também em Montevidéu o Sou da Paz esteve presente na reunião do Foro Parlamentario sobre Armas Leves, que reúne parlamentares da América Latina, Europa e África com representantes da sociedade civil global para discutir assuntos relacionados ao controle de armas leves e a prevenção à violência.

Argentina lança plano de desarmamento

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No dia 09 de agosto de 2006, após um longo processo de luta e organização da sociedade civil argentina, o Presidente Néstor Kirchner lançou em Buenos Aires um plano nacional de desarmamento. O plano previa medidas como a transferência do registro nacional de armas (RENAR) para o Ministério do Interior e a realização de uma campanha nacional de recolhimento de armas.


A cerimônia de lançamento do plano contou com a participação de diversos integrantes da sociedade civil envolvidos com o tema- membros da Red Argentina para El Desarme, representantes de ONGs e familiares de vítimas. Eles já haviam se reunido com o Secretário Geral da Presidência no final de julho para discutir uma política integral de controle de armas de fogo no país e a realização da campanha de desarmamento.


O Diretor Executivo do Instituto Sou da Paz, Denis Mizne, esteve na Argentina e divulgou a experiência de desarmamento do Brasil, que ajudou na criação da campanha argentina.  Segundo ele, a campanha deveria incluir pontos adotados pela iniciativa brasileira: intensa participação da sociedade civil, inutilização das armas no local de entrega, garantia de uma compensação financeira e de anonimato para quem entregar armas.

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Em 2001 governantes de vários países se reuniram pela primeira vez para discutir o comércio ilegal de armas de fogo. Essa foi também a primeira vez que a proliferação mundial de armas foi trazida a uma discussão em nível global. Desde então a discussão se aprofundou: em 2003 e 2005 ocorreram encontros globais para que os países apresentassem os resultados obtidos até então. Após os encontros, em 2006, os governos preocupados em estabelecer regras para o controle do comércio de armas no mundo tiveram uma grande chance de efetivamente fazer algo sobre o assunto.

Em janeiro, representantes de diversos países se reuniram na sede da ONU em Nova York para uma rodada de negociações como preparação para a 2ª. Conferência de Cúpula Mundial sobre Armas de Fogo, realizada em junho do mesmo ano. Todos os países afetados pelas armas de fogo, principalmente os de economia subdesenvolvida foram ouvidos nesta negociação da ONU.

Reconhecido por suas ações de controle de armas no âmbito nacional, o Instituto Sou da Paz foi chamado a contribuir internacionalmente com as experiências adquiridas nos anos de intensa luta pelo desarmamento. “Acompanhamos esse processo desde 2001, participando de todas as reuniões das Nações Unidas sobre tráfico de armas pequenas e leves. Nosso objetivo foi, portanto, agregar essa experiência ao conhecimento que adquirimos em nossas ações intensivas no Brasil, especialmente a formulação e implantação do Estatuto do Desarmamento”, conta Denis Mizne, diretor executivo do Instituto Sou da Paz.